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Os tipos mais irritantes em festa

20/03/2009

9 – Sr. Limpeza. O tipo que faz questão de limpar durante a festa.

Normalmente este “malacabado” está sempre de um lado para o outro perguntando se o pessoal já terminou de beber pois precisa lavar os copos. É bem comum vê-lo com um pano de prato úmido no ombro e uma sacola de lixo na mão. É muito fácil reconhecê-lo, tem a cara de um daqueles agentes do CSI que buscam um dos piores criminosos por mais de duas temporadas e que resolveram procurar nessa festa em particular.

Beber, assim como sexo, é uma atividade para ser desfrutada e não tem coisa mais chata que alguém perguntando a cada 5 minutos se “já terminou?”. É sempre bom que alguém queira manter o lugar limpo, mas há que aceitar, de vez em quando, que após uma festa seu apartamento vire uma grande zona. Este desmancha-prazeres em geral deixa os convidados sentindo-se culpados por estarem fazendo festa.

8 – Bebum, o que se embebeda na primeira hora da festa.

Quando os convidados começam a chegar ele já está chamando o Hugo (Hughooooaaaaa) na cadeira estrategicamente localizada próximo a geladeira ou o outro local onde estejam as bebidas da festa.

Desde o momento que chega à festa parece que tudo o que diz termina em um sinal de exclamação “hoje vamos tomar todas!”, “uhull, hoje vamos beber até cair!”. Depois de meia hora e uma garrafa e meia começará a babar e conversar com os próprios pés e a falar em uma linguagem estranha: “vhidva lkfa fierntdstdsaklasjd!!!”. Tratará de dizer coisas românticas a qualquer mulher que veja como “sdji sju hf sjdhf sdhf asd h loasdf!”“. De vez em quando fala um palavrão e fica lá… bobo… rindo sozinho. Em geral estraga a festa de quem está a seu lado porque em vez de desfrutar terá que passar a festa cuidando do “manguaceiro” para que não vomite no tapete ou no sofá da sala, ou que quebre um copo, ou que se mije todo, ou ainda que cague na mesa (tudo é possível). É o rival mais odiado do Sr. Limpeza.

7 – Carrapato, a pessoa que só conhece você.

Não importa o que você faça, ele não arreda pé do seu lado. Tentará conversar só com você e ninguém mais durante todas a festa não fará nenhuma aproximação a ninguém mais na noite. Ficará olhando boquiaberto enquanto conversa com outra pessoa e não entenderá as indiretas para que dê um tempo, que deixe de encher o saco.

Você convidou o cara porque quando o vê no trabalho diariamente durante uns 5 minutos, parece uma boa pessoa ou porque simplesmente é um parente longínquo seu que vive em outro local. Esta pessoa pode até ser boa gente, mas no momento que chega a festa gruda em ti e não larga mais. Você tem então duas opções: Ou trata de incluí-lo em toda conversa, o que terminará deixando-o totalmente estressado; ou simplesmente peça para que dê um tempo e abandone-o em algum canto lhe olhando fixamente com cara bunda para que depois seus amigos digam: “… cara, acho que o bicho ali quer te estuprar…”

6 – Chorona, a chata que começa a chorar por nada.

Tudo começa no banheiro ao lado das duas melhores amigas. Saberá que ela está ali por causa da fila de pessoas que se contorcem como potro recém nascido na porta do banheiro.

Ela, em geral, não está chorando porque perdeu aos pais ou porque lhe amputaram algum membro. Não. Ela chora por alguma questão terrivelmente inventada, tratando de ser o centro das atenções. Entre soluços a chata diz: Estas coisas só acontecem comigo… E quando alguém pergunta o que aconteceu, a impertinente desaba num desaguado xororô.

Você pode tomar duas atitudes: permitir que siga “cagando” na sua festa, provocando o olhar com um misto de lástima e ira dos convidados; ou levá-la para fora e dar uma de psicólogo, escutando-a soluçar por absolutamente nada. É provável que termine abraçada com o bebum porque ela pensa que ele sabe escutar e ele pensa que vai “daksjklfj tjri jas jilar” com ela.

5 – O chifrudo inconformado.    

Ele fica num canto ou na entrada de um corredor onde segura qualquer descuidado que passa por ali e obriga-o a escutar seu discurso “não sei o que aconteceu, as coisas pareciam estar bem e de repente ela me disse que sentia que somos pessoas muito diferentes… não sei o que fiz… será que fiz algo errado?

Se você quiser que os convidados fiquem deprimidos, melhor colocar o filme de “À procura da felicidade” ou algo assim. Este “mala” procurará qualquer um para contar o seu drama. Não tem desculpa que o livre de ouvir a sua história. “Dá licença que preciso ir ao banheiro, parece que a chorona já saiu…”, e ele dirá: “não tem problema, eu te espero aqui… não sou como minha (meu) ex, que não entendia o importante que é, às vezes, ir ao banheiro e não podia esperar que…”

4 – O comedor, seu único objetivo é arranjar alguma garota até que a festa termine.

Durante a festa ele pode ser encontrado dando voltas como um abutre ao redor primeiramente da mulher “facinha”, passando depois à mulher meio burrinha, depois à mulher feia. De vez em quando escreverá mensagens por celular e percorrendo sua agenda pra ver se consegue trazer alguma amiga para a festa. Ao final da festa aparecerá junto aquela perdida que sempre diz “…não acredito que todo mundo já foi embora… e agora, como vou para casa?”.

O comedor, chato que é, geralmente foi convidado pelo amigo do vizinho ou do primo ou parente distante de alguém sem o seu consentimento. Quando você vê o “mala sem alças” cantando tudo quanto é mulher na sua festa, sua única esperança é que não se aproveite de ninguém; porque depois não será recordada como “as festas do Luisão” e sim como “a festa que o comedor passou a mão na bunda da chorona enquanto ela vomitava”.

3 – Os manés, o casal que traz o bebê à festa.

Ajoelhados no tapete, ao lado do bebum, chantageiam um bebê de 6 meses com uma caixa vazia de cigarros para que deixe de chorar e de gritar. Depois pedirão para usar a sua cama para trocar a fralda cagada e para sintonizar a TV no Discovery Kids.

Nenhuma festa estaria completa sem o cheiro de talco, da diarréia do bebê, sem o estridente ruído provocado pelos prantos de uma criança ao ver tal desfile de ineptos. De fato, isso era comum nas festas feitas por seus pais quando você tinha 6 anos, mas agora isso não é mais inaceitável, né?

Você já não está disposto a suportar a um tipo arrastando no tapete, vomitando e cagando na sala… e não vai fazer uma exceção somente por sua idade. O problema é que não é agradável dizer aos manés “Vocês estão loucos. Como podem trazer um bebê a uma festa de adultos?”. A festa acaba porque todos ficarão cautelosos e atentos com o bebê.

2 – O político.

Ele fica saltando de grupo em grupo e são reconhecidos porque mal acaba uma música podemos escutar seus discursos inflamados: “… isso é um grande problema para as minorias desatendidas deste país, precisamos…” ou “… ele é um prepotente e inepto. Acho melhor que nem tivesse sido eleito…”

Na história dos partidos políticos, ninguém mudou seu parecer porque algum bêbado gritou algo com respeito à dolarização e este idiota está fezando isso isso bem no meio da sala de sua casa… na sua festa. O “espalha-rodinha”, com seus constantes argumentos, fatos, estatísticas e frases de campanha, impele os convidados a pensar formas criativas de suicídio: “… se eu engolir a língua, morrerei afogado?”; “…vou tomar um whisky e respirarei ao mesmo tempo.”; “…tenho certeza que se me concentrar o suficiente conseguirei que meu coração deixe de bater.”

1 – A borrada de final da noite.

Na verdade, ela não é irritante, irritante é o fato de não sabermos nada dela, quase nunca sabemos de onde e como veio e para onde e com quem foi.


aChADo no mdig

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